
Vereador Marchesini é contra projeto que pretende ampliar número de comissionados e funções gratificadas na prefeitura
O projeto 76/2015 deve gerar bastante polêmica entre os parlamentares da Câmara de Vereadores de Chapecó. Consta no texto a alteração da organização administrativa da prefeitura, ampliando o número de comissionados e funções gratificadas de 827 para 991. O projeto tramita nas comissões e deve entrar na pauta de sessões da próxima semana. Para o vereador Marchesini, a intenção de aumentar o quadro de cargos de confiança demonstra a falta de interesse da administração em ajustar das contas públicas, “Chapecó está com uma dívida de mais de R$ 80 milhões e mais uma vez está recorrendo a empréstimos. É inadmissível que com a máquina inchada como está, ainda queiram aumentar os cargos políticos e sustentar apadrinhados por tempo indeterminado”, critica.
No dia 28 de maio, o secretário da Fazenda do município, Thiago Etges, esteve na Casa Legislativa onde confirmou a desorganização das contas públicas. Na oportunidade, ele afirmou não haver perspectiva de soluções em curto prazo. Mencionando o atraso no pagamento de contas públicas, Marchesini lembra que neste ano a prefeitura deixou de repassar verbas a diversas entidades e comunidades que precisaram se manter com o dinheiro angariado em festas.
O vereador também critica a postura da administração municipal ao anunciar em grande escala serviços de pavimentação asfáltica sem, no entanto, conseguir cumprir com as promessas feitas em campanha eleitoral. Para ele, a deficiência no serviço de transporte escolar, taxa de lixo exorbitante, obras inacabadas, entre outras questões, comprovam a situação delicada, “são quase 2 milhões arrecadados diariamente pela prefeitura e mesmo assim não há previsão de fechar as contas no azul, havendo a necessidade de fazer um novo empréstimo. Aumentar os cargos de confiança é jogar dinheiro fora. É uma atitude irresponsável e inconsequente”.
Fonte: Assessoria de gabinete



