A união de esforços entre o Poder Legislativo, Poder Executivo, profissionais do setor da saúde, como médicos, dentistas e fisioterapeutas, pais e comunidade de Chapecó, deverá permitir, no futuro, que pacientes, em sua maioria crianças, com a fissura labiopalatal, sejam atendimentos no município. Este foi o resultado da reunião de trabalho realizada, nesta quarta feira (01), no plenário da Câmara Municipal de Chapecó, proposta pelo Vereador Civaldo Mendes (PSD).
Participaram do encontro, além do proponente, o vereador Orides Antunes (PSD), os representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Nilton José Storgatto, Claudia Stakonski e Maristela Bissoguinin; a Coordenadora do Serviço de Atenção à Saúde do Trabalhador, Solange Daneluz; a Diretora Executiva do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amosc), Geisa Muller de Oliveira; o representante da 4ª Regional de Saúde de Chapecó, o Cirurgião-Pediátrico Alberto Stolt e os representantes da Associação de Promoção Social do Fissurado do Oeste de Santa Catarina (Profis), Tomé Coletti e Rejane Dal Piva Buzin.
Os participantes evidenciaram que hoje o maior problema é o deslocamento até Joinville para realizar os procedimentos necessários no Centro de Referência em Tratamento de Fissura Labial – Centrinho Luiz Gomes.
O presidente da Profis, Tomé Coletti, relatou que participou de audiência pública, realizada pela Assembleia Legislativa, em Florianópolis, e que ficou surpreso com a informação de que o município de Joinville poderá deixar de fazer os atendimentos por causa dos elevados custos. “Por isso, a necessidade e a urgência de achar um novo caminho para os pacientes”, enfatizou Coletti.
Ainda conforme o presidente da Profis, atualmente, em Chapecó, há cerca de 90 pessoas em atendimento, em Joinville e, outras 122 pessoas, que já encerraram o tratamento. “Na região Oeste, há mais de 700 pacientes que deslocam-se, periodicamente, para serem atendidos. Acreditamos que o número de pessoas com as fissuras palatais sejam bem maiores, porque os pais, por causa da demora e das viagens, deixam de procurar os postos de saúde”, lamenta Coletti.
Representando a Secretaria Municipal de Saúde, Nilton José Storgatto destacou que já há tratativas para que, pelo menos parte dos serviços de ortodontia e fonoaudiologia, sejam realizados em Chapecó, com coordenação e monitoramento do Centro de Referência de Joinville. “Para isso, profissionais aqui do município receberiam capacitação também lá na região Norte, uma vez que, Joinville tem o único centro de atendimento no Estado e o custo para o município é de R$ 580 mil reais por mês”, explicou Storgatto.
De acordo com o vereador, a partir de agora, os estudos apresentados no encontro, serão encaminhados à Administração Municipal para análise e possível implantação de, pelo menos, parte dos serviços que hoje são prestados em Joinville. Civaldo Mendes, mostrou-se muito satisfeito e feliz com o resultado do encontro. “Temos muitos problemas para serem resolvidos, mas com dedicação, determinação e com apoio de todos, vamos em busca das soluções”, destacou.



