O Diretor Regional da Unidade de Chapecó da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS), Adir Faccio, Coordenador de Fiscalização e Responsável Técnico da Ricardo ARIS e o engenheiro Ambiental Coordenador de Normatização Rafael Andrin Crestani participaram de Sessão da Câmara para explicar problemas que encontraram durante fiscalização nos equipamentos da CASAN. A Agência atende requerimento do vereador Valdemir Stobe. A ARIS, criada em 2005 fiscaliza empresas de saneamento, cobrando metas e qualidade dos serviços prestados.
O relatório mostra irregularidades nas instalações da empresa, tanto nas estações de recalque quanto de distribuição e no Lajeado Tigre. Constatou que não ocorre vistoria periódica nos equipamentos, não existe área sanitária nem placas indicativas, ocorrem atos de vandalismo nas estruturas de captação que apresentam problemas nos seus equipamentos e pessoas se banham há poucos metros da captação.
Ainda segundo o relatório existem resíduos orgânicos ao lado da captação e uma segunda captação através de empresa em Chapecó não apresenta outorga de uso da água que permitiria gerenciamento de recursos hídricos da bacia e asseguraria o controle quantitativo e qualitativo da água superficial e subterrânea.
O relatório acusa ainda problemas no Rio Tigre onde existem muitas captações sem outorga, falta medição de vasão no recalque, observados muitos vazamentos na estação elevatória, água parada que pode servir para focos do mosquito da dengue, falta livro de registro de manutenção de equipamentos, fiação elétrica exposta, inexistência de limpeza de equipamentos e filtros e o depósito de produtos químicos é inadequado, sujo, com pouca ventilação e produtos espalhados pelo piso. Entre outros problemas também existentes falta de segurança para pessoal que trabalha.
Segundo Adir Faccio Chapecó é um dos municípios que mais apresenta falta de água, mas a CASAN em outros municípios tem mais problemas que na capital do Oeste. “A CASAN tem problemas de atendimento pela falta de investimentos nos últimos anos”, observou. Segundo ele Chapecó precisa dobrar a capacidade de tratamento de água para suprir a demanda. Disse que a fiscalização pela ARIS iniciou este ano e diante de irregularidades a empresa tem prazo para fazer os reparos necessários.
O Vereador Dalmir Peliciolli cobrou que a água não chega a todos que tem a rede ligada a CASAN e a falta é constante. Delvino Dall Rosa lembrou que no Bairro Bela Vista pelo menos 70% das ligações são de poços artesianos. Lizzeu Maggioni lembrou a falta de saneamento que é grande no Estado e Chapecó tem problemas de abastecimento, tratamento e de distribuição. A Taxa de esgoto também foi alvo de reclamação em função do custo. Ivaldo Pizzinatto cobrou resolução para a falta de água.



