O
Legislativo de Chapecó recebeu, na tarde desta terça-feira (21), o
diretor da Defesa Civil de Chapecó, Walter Parizotto, para uma
apresentação sobre o Plano de Contingência do município e o
contrato de aquisição do Sistema Antigranizo.
A visita ocorreu
durante sessão ordinária, a partir de requerimento da vereadora
Ediane Folle (PSD), e teve como objetivo ampliar o conhecimento dos
vereadores e da comunidade sobre as estratégias de prevenção,
resposta e mitigação de desastres.
O Plano de
Contingência é considerado um dos principais instrumentos de
planejamento da Defesa Civil. Ele estabelece os procedimentos,
responsabilidades e fluxos de atuação em situações de emergência,
buscando reduzir riscos e proteger vidas. A apresentação do
documento em plenário reforçou o compromisso do Legislativo com a
transparência e a segurança da população. “Este é um
momento muito importante para Chapecó. O plano foi
finalizado e queremos parabenizar o trabalho da Defesa Civil, que tem
elevado o patamar técnico da gestão de riscos no município. É um
documento fundamental, que mostra como devemos agir diante de
situações extremas. Estamos aqui para contribuir com esse debate”,
destacou a vereadora Ediane Folle.
Durante a exposição,
o diretor Walter Parizotto detalhou a estrutura do plano e os avanços
da Defesa Civil local. Ele destacou que o documento representa a base
da gestão de riscos e desastres. “O Plano de Contingência é a
certidão de nascimento do município para a gestão plena de eventos
extremos. Precisamos conhecer nossos riscos, preveni-los quando
possível e preparar a população para reagir aos eventos
inevitáveis”, afirmou.
Parizotto explicou que o
plano é composto por três eixos principais:
• Levantamento
de riscos do território;
• Prevenção de desastres
evitáveis;
• Preparação para desastres inevitáveis.
O
diretor lembrou, ainda, que a região está localizada em uma das
regiões mais suscetíveis a tornados do planeta — o segundo maior
corredor de tornados do mundo — e citou episódios marcantes com
mortos, como os ocorridos em 2007, 2014 e 1959. “Hoje, já
conseguimos prever a ocorrência de um tornado com três ou quatro
minutos de antecedência. Mas a informação, sozinha, não basta.
Precisamos preparar as pessoas para reagir”, ressaltou.
Entre
as ações práticas previstas no plano, Parizotto destacou a
integração dos serviços de emergência, incluindo SAMU, Secretaria
de Saúde, hospitais públicos e privados, e todas as ambulâncias
disponíveis, para garantir resposta rápida em acidentes com
múltiplas vítimas. “Não podemos deixar a estrutura colapsar.
Hoje, Chapecó é referência nesse tipo de planejamento integrado”,
completou.
Sistema Antigranizo
Outro tema apresentado foi o Sistema
Antigranizo, tecnologia inovadora que será implantada no município
até janeiro de 2026. O sistema é hipersônico, composto por um
cilindro de alta resistência que utiliza explosões controladas de
gás acetileno para emitir ondas sonoras que desestabilizam as
nuvens, reduzindo a formação de granizo. “O sistema funciona
há mais de 40 anos na Europa e será um avanço enorme para Chapecó.
Cada equipamento custa cerca de R$ 900 mil, mas é um investimento
que se paga. No último episódio de granizo em 2019 no
Distrito de Marechal Bormann, só com telhas e lonas o
município gastou o equivalente a mais de um equipamento e meio, sem
contar o sofrimento das famílias atingidas”, explicou
Parizotto.
O diretor informou também que o município
pretende instalar microestações meteorológicas para criar uma
identidade climatológica local, com dados que também poderão
beneficiar a agricultura. Os primeiros equipamentos do sistema
antigranizo serão instalados nas regiões Sul e Sudoeste da cidade,
especialmente no Bormann e na Efapi, áreas mais atingidas por
granizo.
Além disso, a Defesa Civil trabalha na
realocação de 126 famílias que vivem em áreas de risco,
reforçando o compromisso com a prevenção e a proteção social. Ao
final, Parizotto agradeceu o espaço concedido pela Câmara e
destacou a importância da integração entre órgãos públicos,
instituições, empresas, escolas e comunidades. “Trabalhamos
para que Chapecó esteja preparada. Queremos construir, junto com a
comunidade, um município mais resiliente e seguro”, concluiu.