O vereador Valmor Scolari (PSD) promoveu reunião de trabalho, nesta quarta-feira, no plenário da Câmara de Vereadores, para discutir a implantação de um banco de leite materno em Chapecó. Foram discutidos assuntos como local, compra de equipamentos e manutenção através de convênios e parcerias com recursos estadual e federal. Participaram do encontro, representantes da Secretaria Municipal da Saúde, Hospital Regional do Oeste, Unimed e Udesc.
Levantamentos dão conta que a retocolite ulcerativa, doença que se origina pela intolerância ao leite é a terceira causa de morte na UTI Neonatal do Hospital Regional do Oeste. “Se a cidade de Chapecó tivesse um Banco de Leite Materno, a mortalidade infantil seria reduzida”, lembra Scolari. Com base nesses números, diversos representantes da área da saúde participaram das discussões.
O diretor do Hospital Regional do Oeste, Severino Teixeira Filho, disse que para a implantação de um banco de leite materno na cidade há necessidade de busca de recursos financeiros e humanos. “O mais difícil é manter o funcionamento deste órgão”, justifica. A representante da Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó, Paula Senna, disse que o custo aproximado para manter o banco é de aproximadamente R$ 30 mil por mês.
Scolari determinou que o próximo passo é fazer um levantamento de custo em relação aos profissionais envolvidos, equipamentos e recursos periódicos para manter a estrutura. “Vamos buscar essas informações em hospitais e em bancos espalhados pelo estado. Depois disso, vamos buscar os convênios necessários para a implantação”, lembra.
Santa Catarina conta com 12 bancos de leite e três pontos de coleta. O estado é o quinto em volume de leite com cerca de 3.500 doações por ano. A região Oeste não possui nenhum banco instalado, sendo que o mais próximo está em Lages.



