Vários Policiais Federais, entre eles Antônio José Moreira da Silva, Alcimar Machado Borges e Volnei Schwaikartt, participaram de Sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira, quando relataram sobre o Plano Estratégico de Fronteira do Governo Federal e Mobilização Conjunta Nacional. Atenderam requerimento do vereador Neuri Mantelli, aprovado por unanimidade. De acordo com o Mantelli é mais um passo que o legislativo dá para contribuir na melhoria da segurança em Chapecó. A PF é muito atuante em Chapecó e no Brasil, mas pouco lembrada. Denunciou ainda que os policiais sofrem pressão do Governo Federal em face de grandes operações, o que prejudica o trabalho desta entidade federativa.
Alcimar Machado Borges reclamou que que a PF está a oito anos sob mordaça, com perseguição aos moldes de ditadura, salários congelados. “Parece não haver prioridade na segurança pública”, desabafa Alcimar Borges. Cobrou mais agilidade do governo nas ações sobre Segurança Pública. Embora na fronteira, de acordo com ele, Chapecó ficaria fora desta faixa.
Antônio da Silva destacou que a situação da PF é preocupante pela forma que vem sendo tratada. A “limpeza” da PF a partir de 1997 fez a entidade atingir alto grau de excelência nas suas operações. Reclamou que para os agentes, no modelo atual, fica impossível fazer carreira na PF. “Independente da qualificação, sempre seremos chefiados por Delegados, mesmo que não tenha experiência”, disse. Em Chapecó todas as operações e ações em andamento da PF eram feitas pelos agentes. A um ano não ocorrem operações no município. Além disso a estrutura da Delegacia é ruim. Caiu o telhado da garagem, os policiais de plantão não tem lugar para descansar, o sistema de computadores é antigo e compromete o trabalho, entre outros problemas.
Desgostosos, os policiais resolverem acatar a lei, ou seja, não comandam nem planejam as ações.. Na DPF de Chapecó foi exigido um Delegado para Planejar e Comandar e não apenas chefiar e assinar papéis. Pela falta de know-how não houve mais ações de inteligencia em Chapecó. Os índices de criminalidade, de acordo com ele, estão envolvidos no trabalho da PF que impede entrada de armas e drogas pelas fronteiras. “Os policiais não vem nenhuma motivação em face do trabalho destrutivo da associação dos delegados”, acusou. Antônio destacou a necessidade de mudar o atual modelo arcaico de investigação, resumida a papéis e não efetivas. “O Brasil é campeão de ineficiência na elucidação de homicídios, fruto desse modelo”, lamentou. Em Chapecó metade dos policiais passa por tratamento psicológico.
O presidente da Câmara, Marcio Sander, aproveitou o momento para lembrar que fez requerimento a Secretaria de Patrimônio da União e PF em Florianópolis, em dezembro ultimo, solicitando informações sobre a incorporação do terreno, doado pelo município, à União, para construção da Sede da PF em Chapecó. Se a União não incorporar o terreno, a PF perde oportunidade de melhores instalações em Chapecó. Marcio Sander sugeriu também que a União Catarinense de Vereadores e Associação das Câmaras do Oeste de Santa Catarina, recebam informações sobre a situação dos Policiais Federais, para que através de manifestações oficiais, contribuam na solução dos problemas relatados pelos agentes.
Se manifestaram os Vereadores Mario Tomasi, Neuri Mantelli, Marcilei Vignatti, João Maria Marques Rosa, Cleiton Fossá, João Siqueira, César Valduga, Cleber Ceccon, Nacir Marchesini e Célio Portela.



