O líder de governo Ivaldo Pizzinatto destacou que o projeto se aprovado poderia causar uma série de situações adversas. Destacou que ouviu os vereadores Dr. João que atua na rede municipal e Nédio Conci, ex-secretário municipal de saúde e se convenceu dos argumentos para votar contrário ao projeto.
O Vereador Nédio Conci invocou o principio da equidade – tratamento igual para iguais e diferente para diferentes – um dos pilares do Sistema único de Saúde para votar contra projeto que pretende revelar a posição na fila de espera de pacientes da saúde pública em Chapecó. De acordo com ele existe a necessidade de furar a fila em circunstâncias especiais, e não políticas, e votar o projeto de Cleiton Fossá seria ir contra conquistas antigas e insano.
De acordo com ele barrar qualquer possibilidade de passar paciente “à frente”, por questões técnicas e de saúde seria condenar pessoas a morte. Exemplifica que uma pessoa com doença recém diagnosticada e que poderia esperar por meses tomaria a frente de uma pessoa com o mesmo problema, mas que a doença mais evoluída que teria que entrar na fila de espera obedecendo a lista. Lembra que existe um médico autorizador para avaliar os casos. “Furar fila por outra situação tem o Ministério Público para denunciar e é fácil”, disse. D. João Maria Marques Rosa observou que as filas são formadas porque o SUS remunera mal os serviços. “Uma cirurgia de 6 horas de hérnia de disco é remunerada em apenas R$ 200”, revelou. “É um tiro no nosso pé”, disse. Segundo ele a Lei da Fila Única do governo federal vai tratar desta questão. Além disso conforme a especialidade de cirurgia seria necessário criar fila por médico.



