A Câmara de Vereadores de Chapecó, atendendo proposição do Vereador Paulinho da Silva (PCdoB) realizou nesta manhã (25) reunião de trabalho que abordou a inclusão das pessoas com deficiência na rede regular de ensino de Chapecó, compreendendo as Escolas Estaduais e Municipais. A atividade contou com a participação Astrit Tozzo Secretária Municipal de Educação e Claudia Fantin, Representante da GERED, bem como representantes do CAPP, ADEVOSC e FCD.
Segundo o Vereador Paulinho da Silva, coordenador da reunião, “a Lei nº 9.394, de 20.12.1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, prevê em artigo próprio a Educação Especial, que será oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou hiperativo, sendo que haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades dos alunos que necessitem de educação especial”.
Os representantes dos órgãos presentes informaram que existem mais de 1200 pessoas com deficiência, sendo 6000 delas na rede estadual e 600 na rede municipal. Somente na rede municipal, informa a Secretária Astrit Tozzo, “houve um aumento de 40 alunos especiais em 2009 para mais de 600 alunos em 2014. Para acompanhar esses alunos são disponibilizados 290 professores na rede estadual e 110 na rede municipal, os quais exercem a função do segundo professor, além de outros profissionais de interprete de libras e professores que atuam nas Salas de Recursos”.
O Vereador Paulinho da Silva pondera que os números demonstram que está havendo a inclusão, contudo é preciso avançar na capacitação desse profissionais de educação, através da educação continuada, bem como na formação. Para isso acontecer, comenta o vereador, é preciso que as universidades disponibilizem cursos de Graduação voltados à Educação Especial, bem como cursos de Pós Graduação.
Neste sentido, avalia o vereador, “será realizado um segundo encontro com as instituições de ensino para debater a oferta de cursos de graduação na área de Educação Especial, o que possibilitará a formação de profissionais com vocação na área. Com isso, poderemos alcançar uma superação gradativa da formação do Segundo Professor, os quais na maioria participam do processo seletivo contudo não possuem conhecimento específico na área”.
Importante ressaltar o trabalho que outras instituições realizam, a exemplo do CAPP, da ADEVOSC, da APAE, Associação de Surdos e Mudos e da FCD, as quais disponibilizam atendimento no contra turno, voltadas para as áreas especiais, de deficientes físicos, de deficientes visuais, surdos, altas habilidades e deficientes intelectuais, o que contribui para o efetivo processo de inclusão dessas pessoas com deficiência na escola e na sociedade.



