Superlotação da Neonatologia é tema de Reunião de Trabalho
Superlotação da Neonatologia é tema de Reunião de Trabalho
PUBLICADO EM 13/04/2022 - 18:31

A informação de que o setor de Neonatologia do Hospital Regional do Oeste (HRO) está superlotado, motivou a realização de uma Reunião de Trabalho, na Câmara de Vereadores de Chapecó. O encontro foi realizado na tarde desta quarta-feira (13), e contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde, do Hospital Regional e do Hospital da Criança. A reunião foi proposta pelo vereador Fernando Cordeiro (PSC).

A coordenadora do setor de Neonatologia do HRO, Kelly Fuhr, iniciou a reunião apresentando alguns números. Segundo ela, estão disponíveis na UTI Neonatal, 10 leitos, o que torna o setor sempre superlotado. “A quantidade é insuficiente. Em duas situações este ano, chegamos a ter 15 pacientes. Tivemos que tratar três em leitos extras e outros dois bebês internados no Centro Obstétrico”, revelou.

Além disso, municípios de toda a região Oeste encaminham recém-nascidos para tratamento em Chapecó, já que somente Xanxerê conta com outros oito leitos disponíveis. “No ano passado, foram transferidos 67 pacientes para o HRO. A defasagem de leitos em Santa Catarina, chega a 179”, explicou Kelly.

A diretora técnica do Hospital da Criança, Pamela dos Santos, também admitiu que algumas semanas atrás, houve superlotação na instituição e que o problema foi a falta de um fonoaudiólogo. “Conseguimos contratar um novo profissional há poucos dias, e a tendência é que os atendimentos voltem a normalidade”.

Já a gerente Regional da Saúde, Otilia Rodrigues, disse que há um projeto de ampliar em 10 leitos o Hospital de São Miguel do Oeste, o que poderia desafogar os atendimentos de Chapecó. “Mas no caso de Chapecó, para melhorar a estrutura, a quantidade de profissionais capacitados e o número de leitos, é necessário que tenha uma manifestação do prestador do serviço”, declarou.

O vereador Fernando Cordeiro disse que o Poder Legislativo cobrará ações e aplicações corretas dos recursos para esse setor, e que vai continuar acompanhando os atendimentos e as demandas. “O problema é grave e precisamos de forma conjunta, resolver essa situação”, concluiu.