A revisão do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório Artificial (PACUERA), da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, foi debatido nesta terça-feira (04), durante visita em sessão ordinária. Por intermédio de requerimento de autoria do vice-presidente, André Kovaleski (PL), compareceram no plenário, os representantes dos pescadores e agricultores do Vale do Rio Uruguai.
O presidente da Colônia de Pescadores, Dirceu Leal e o presidente da Associação dos Agricultores do Vale do Rio Uruguai, Volmir Santolin, atualizaram os vereadores sobre a situação dos atingidos pela barragem da Usina Foz do Chapecó. “Não temos autorização para pescar e a situação financeira dos pescadores é precária”, denunciou Leal.
Santolin fez duras críticas ao Consórcio Foz do Chapecó, e afirmou que 90% dos compromissos assumidos no PACUERA, não foram cumpridos pelo órgão. “As obras realizadas pelo consórcio já estão precárias e até hoje muitas áreas não foram regularizadas. A usina operou sem licença por mais de 900 dias”.
O presidente da Associação dos Agricultores do Vale do Rio Uruguai, ainda revelou que os pescadores e moradores da região são impedidos de terem acesso ao Rio Uruguai e de exercer suas atividades econômicas. “Outro fator é o econômico. Somente Chapecó perdeu 10 mil quilômetros quadrados em função da formação do lago. Porém, o município recebeu apenas R$ 1,5 milhão ano passado como compensação financeira. Isso representa um deficit de 30% anualmente”.
O vereador André Kovaleski lembrou que essa visita em sessão ordinária, teve a intenção de antecipar algumas informações sobre uma audiência pública, que será realizada no dia 11 de abril, na Prefeitura de Chapecó. “Será um grande encontro para debater um problema que atinge milhares de famílias de vários municípios da região”, finalizou.



