Na tarde de quarta-feira (10), atendendo ao requerimento da vereadora Marcilei Vignatti (PT), o Poder Legislativo de Chapecó recebeu o reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Jaime Giollo, e a diretora do Campus Chapecó, Lísia Regina Ferreira, os quais explanaram acerca do trabalho da instituição de ensino.
Durante a visita, o reitor expôs aos vereadores números referentes ao funcionamento da Universidade e sobre os desafios enfrentados pela instituição. “Atualmente, a UFFS, abrange uma área que contempla as regiões sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, norte e nordeste do Rio Grande do Sul. Porém, há uma normativa do Ministério da Educação (MEC), que reduziu drasticamente as verbas para custeio e capital. Isso inclui as despesas com diárias, que são fundamentais em nosso trabalho, tendo em vista que a equipe precisa deslocar-se entre os campus”, explica Giollo.
Ainda de acordo com o reitor, a Universidade tem tomado medidas para cortar gastos. “A partir de 2016, foi necessário nos adequarmos à mudança de orçamento, o que nos forçou, inclusive, a cortar prestadores de serviços terceirizados. Foram dezenas de demissões, e infelizmente serão necessárias mais dispensas”, assinala Giollo que também explica que, mesmo com o comprometimento em relação à economia, a verba proveniente do MEC ainda não cobrirá os custos da Instituição.
Em um pedido de parceria ao Poder Legislativo, o reitor da UFFS solicitou aos parlamentares que manifestem-se em duas questões essenciais para a Universidade: a retirada das restrições referentes a custeio e capital por parte do MEC e, para o mesmo órgão, a liberação de professores para o curso de medicina. “A turma de medicina que foi aberta recentemente está avançando, entretanto, em pouco tempo, não teremos professores para atender às demandas que surgirão”, argumenta Giollo.
O presidente do Legislativo, Valmor Scolari (PSD), comprometeu-se, junto aos demais vereadores, a tomar as providências cabíveis à Câmara. “A Universidade Federal é um grande orgulho para a população de Chapecó, certamente enviaremos moções de apelo ao MEC, para que os investimentos em educação sejam mantidos”, finaliza.



