Questões polêmicas e dúvidas sobre o funcionamento de um poço artesiano na Linha Baronesa da Limeira, interior de Chapecó, foi tema de discussão na Câmara de Vereadores. A reunião de trabalho on-line, foi realizada nesta quinta-feira (22), e foi coordenada pelo vereador Adão Teodoro (PSD), autor do requerimento que propôs o encontro.
A intenção do vereador, foi de responder alguns questionamentos que são levantados pelos próprios moradores da região. De acordo com Adão Teodoro, a comunidade tinha dúvidas em relação a valores do aluguel do poço, gasto com energia elétrica, vazão, quantidade de famílias atendidas, quem são os responsáveis pela manutenção e quais são os custos pelo fornecimento de água.
No total, participaram do encontro oito vereadores e também estiveram presentes o secretário de Agricultura de Chapecó, Jonas Bringhenti, o ex-secretário de Agricultura, Valdir Crestani, o presidente da Associação dos Moradores, Valmor Miranda e o proprietário do terreno onde está localizado o poço, Edson Baldissera. Moradores da localidade também tiveram a oportunidade de participar da reunião virtual.
Alguns moradores se manifestaram e reclamaram da falta constante de água. “Chega a faltar água durante até 10 dias”, lembra a moradora Josiani de Oliveira. O presidente da Associação de Moradores, Valmor Moreira, disse que o poço atende a 160 famílias da Baronesa da Limeira e que fornece 78 mil litros/dia. “A falta de água existe porque não há conscientização no uso”, destacou. Outra moradora, Eliane Pedroso, denuncia que a água do poço é usada para encher piscinas e açudes nas propriedades de algumas famílias.
O secretário, Jonas Bringhenti, disse que a Prefeitura de Chapecó paga por mês entre aluguel e energia elétrica do poço cerca de R$ 17 mil. “Há uma necessidade dos moradores instalarem hidrômetros e boias nas caixas para que o consumo seja controlado. Além disso, a rede de água é muito ultrapassada, o que facilita os vazamentos. Estamos pleiteando R$ 500 mil de emendas parlamentares para construção de novas redes no interior do município e a Linha Baronesa da Limeira seria contemplada”.
Já o vereador Adão Teodoro, concluiu que a associação dos moradores precisa se organizar melhor para que haja um controle no consumo de água. “A prefeitura também investe dinheiro público para manter o poço, então é necessário que seja feita uma fiscalização maior para saber o motivo da falta de água naquela região”, finalizou.



