O município de Chapecó é considerado polo nacional do agronegócio. Buscando melhorar este mercado, responsável por grande parte da economia local e regional, os parlamentares apresentaram, e foram aprovadas em sessão ordinária, proposições destinadas às autoridades das esferas estadual e nacional.
A moção de autoria do vereador Mauro Zandavalli (PSD), apela ao Executivo Estadual, para que retome a implantação da Rota do Milho que, segundo o proponente deverá fortalecer as empresas e a economia regional, fomentando o comércio e o turismo do Estado.
Conforme a justificativa da proposta, as dificuldades estão cada vez maiores em razão do alto custo deste insumo. A insuficiência de milho para a cadeia produtiva da proteína animal, em Santa Catarina, e o elevado custo de transporte do grão, para o abastecimento interno do Estado, poderá inviabilizar a manutenção do ramo agropecuário cooperativista catarinense.
O vereador explica que as discussões em torno da Rota do Milho surgiram em 2016, e que o projeto consiste em buscar no Paraguai o milho para abastecer a imensa cadeia produtiva da bovinocultura de leite, da avicultura e suinocultura industrial catarinense. Atualmente, o milho importado do Paraguai chega a Santa Catarina passando por Foz do Iguaçu no Paraná. “A Rota do Milho é um novo trajeto para a importação do grão para o Estado, ligando o Paraguai a Dionísio Cerqueira e, assim, poderá reduzir, consideravelmente, o valor do frete e proporcionar maior competitividade para as agroindústrias da região”, finaliza o vereador.
Com o mesmo objetivo, de fomentar este setor tão importante para Chapecó e região, a moção de autoria do vereador Aderbal Pedroso (PSD), presta apoio a instalação do novo Porto Seco, em Dionísio Cerqueira, obra que deverá ser realizada em parceria com a iniciativa privada, tornando-se uma realidade para região Oeste, uma vez que traria pré-condições para a desejada integração Fronteiriça entre Brasil, Argentina e Paraguai.
O documento, que será encaminhado às autoridades federais e estaduais, destaca que Santa Catarina possui o mais avançado parque agroindustrial brasileiro de avicultura e suinocultura e justifica que o agronegócio, nestas duas commodities, gera uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 bilhões de suínos por ano, sustentando mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gerando bilhões de reais em movimento econômico.
De acordo com o vereador, o milho é o grande insumo essencial para o funcionamento deste gigante produtivo e são necessários mais de 7 milhões de toneladas por ano. “40% do milho que o Estado produz se destina a silagem, ou seja, não sai da propriedade e é utilizado na nutrição da pecuária leiteira. A maior parte do milho do Estado é trazida do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, executando uma operação rodoviária com mais de 100 mil viagens ao ano. Uma solução plausível e executável é a articulação transfronteiriça entre Brasil, Argentina e Paraguai com a implantação da chamada Rota do Milho”, explica Aderbal.
O conteúdo do documento ainda ressalta que a geografia é um ponto facilitador e o que Paraguai possui onze portos fluviais, no Rio Paraná. A Província de Missiones (Argentina) estrutura um porto na Capital Provincial Posadas e uma ponte em Eldorado, na divisa Argentina/Paraguai. Com essa conexão construída, o milho do Paraguai estaria apenas há 130 quilômetros da fronteira catarinense, pelo trajeto Paraguai/Rio Paraná/Eldorado até Dionísio Cerqueira, no novo Porto Seco.



