Marchesini traz Coordenador do Mais Médicos para a Câmara
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PUBLICADO EM 11/04/2014 - 17:54

Aprovado por unanimidade na casa legislativa, o requerimento nº 78/2014 do vereador Nacir Marchesini trouxe à sessão desta quarta feira o coordenador do programa Mais Médicos de Santa Catarina, Walter Gomes Filho que prestou esclarecimentos e explicou como é o funcionamento do programa.

A visita do coordenador serviu para tirar algumas dúvidas sobre o debate e para explanação de dados comparativos em nível de Brasil. Gomes explicou que a falta de médicos no país é muito grande se formos comparar com outros países. Segundo a Lei nº 12.871/2013, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo projeto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS e prevê melhorias na infraestrutura e equipamentos médicos, expansão no número de vagas de graduação em medicina e especialização/residência médica, aprimoramento da formação médica e a chamada imediata de médicos nas regiões carentes.

Hoje são 3.101 municípios e 32 distritos indígenas em todo Brasil que fazem parte do programa. Em Santa Catarina são aproximadamente 400 médicos atuando. Em Chapecó são dois, mas já está confirmada a vinda de mais dois ao programa. De acordo com informações, os médicos que aderiram são exclusivos para atendimento de periferias e interior dos municípios e não podem atuar em locais diferentes ao que foram escalados, sob pena de serem enquadrados por exercício ilegal da medicina.

O programa tem várias etapas, começando pela adesão dos municípios e edital de chamamento dos médicos. Os médicos brasileiros podem escolher os municípios onde vão atuar e as vagas ociosas são ofertadas aos brasileiros e estrangeiros formados fora do país. Os médicos estrangeiros passam por quatro semanas de avaliação sobre o SUS e a Língua Portuguesa.

O vereador Marchesini aproveitou a ocasião para agradecer a imparcialidade do coordenado na apresentação do programa e ressaltou que o Mais Médicos é uma política pública de saúde que vem para acrescentar qualidade ao sistema de saúde no país. Quanto às críticas pelo fato de grande parte dos médicos virem de fora do país (Cuba, Argentina, Espanha, etc), o vereador afirma que existem conflitos entre a classe médica atual e que os médicos cubanos, por exemplo, atendem os pacientes de uma forma mais humanizada já que vivem outro tipo de realidade social e cultural. “Fazemos parte de um governo preocupado com o social, com o cidadão”, finalizou Marchesini.