Projeto está tramitando nas comissões da Câmara de Vereadores
O crescente índice de violência coloca Chapecó, proporcionalmente, no topo da lista de cidades mais violentas do Estado. A insegurança muitas vezes gerada no seio familiar encontra vazão nas escolas e quem sofre, além dos estudantes, são os educadores, cada vez mais retraídos e amedrontadas pelas frequentes ameaças à integridade física e imoral.
O abuso cometido contra a classe tem tirado o sono de professores e gestores escolares de Chapecó. Pensando nisso, o vereador Nacir Marchesini pretende envolver sociedade e comunidade escolar para buscar um meio eficiente de ajudar a reduzir a sensação de insegurança e medo, combatendo e reprimindo a violência no ambiente escolar. “Além de debater sobre os índices de violência contra educadores, precisamos programar medidas preventivas e cautelares que protejam a classe, e isto queremos fazer com a contribuição de todos”, destaca Marchesini.
Sociedade envolvida
As atividades de reflexão sobre a violência contra os educadores serão organizadas através da articulação entre entidades representativas de profissionais de educação, conselhos escolares, associações de pais e professores, conselhos de segurança (Consegs), conselhos comunitários e demais entidades interessadas em contribuir com este processo, sob a coordenação da direção da respectiva unidade escolar. “Conter a violência não é apenas responsabilidade de educadores, mas do poder público e de toda a sociedade. Unidos, podemos ajudar no combate”, diz o parlamentar, lembrando que excelentes profissionais da educação, muitos deles doentes, estão migrando para outras áreas como medo da violência.
O vereador acredita que a integridade física dos educadores precisa ser garantida, para isso, ele propõe a adoção de medidas cautelares que vão desde proteção sistemática do educador ameaçado, até o afastamento do profissional em situação de risco. “Também é preciso considerar a transferência do professor, sem prejuízo financeiro, ou do aluno para outra escola, além de garantir assistência aos envolvidos e suas famílias”, acrescenta.
Profissionais e câmeras
Uma das propostas do projeto é a inserção de um profissional mediador nos intervalos de aula e nos corredores da escola com o objetivo de orientar os estudantes e coibir abusos. Estas ações devem ser realizadas em conjunto com palestras e seminários de conscientização, “consideramos também a ideia de instalar câmeras de monitoramento em corredores e áreas de recreação das unidades escolares, mas todas as propostas devem ser discutidas com a comunidade escolar”, ressalta Marchesini.
O projeto de lei 17/15 tramita nas comissões da Casa Legislativa. Após as votações, caso seja aprovado, a lei deve ser instituída ainda em março.



