O novo ensino médio foi debatido durante Reunião de Trabalho, realizada nesta quarta-feira (31), no plenário da Câmara de Vereadores de Chapecó. Por iniciativa da vereadora Sueli Suttili (PSD), o encontro teve a presença de autoridades ligadas à educação, gestores de escolas e estudantes.
O novo ensino médio que foi implantando em 2017 e sofre as alterações por etapas, ainda gera muitas polêmicas, principalmente em relação a capacitação dos professores, o transporte dos alunos, alimentação e os modelos curriculares.
Os representantes da Coordenaria Regional de Educação, destacaram os desafios em implantar o novo ensino médio e a qualidade da educação. “No ano passado, foram matriculados nas escolas estaduais de Chapecó, 11.501 alunos, mas apenas 8.239 avançaram. Mais de 20% reprovaram ou desistiram”, revelou a coordenadora Jaqueline Brock.
Gestores de escolas públicas e privadas, também se manifestaram durante a reunião de trabalho, e destacaram a necessidade de aprofundar o debate sobre o novo ensino médio. “Será que as escolas têm estrutura para ampliar a carga horária dos professores e aumentar o tempo dos alunos em sala de aula? Falta capacitação, pensar melhor sobre a logística dos estudantes, como transporte e alimentação”, exemplificou o integrador de Ensino, Olivandro Marina.
NOVO ENSINO MÉDIO
É um novo modelo obrigatório a ser seguido no ensino médio por todas as escolas do país, públicas e privadas. A lei estipula aumento progressivo da carga horária. Antes, no modelo anterior, eram, no mínimo, 800 horas-aula por ano (total de 2.400 no ensino médio inteiro). No novo modelo, a carga deve chegar a 3.000 horas ao final dos três anos. Desde 2022, as disciplinas tradicionais passaram a ser agrupadas em áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas).



