O presidente da Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense – DEATEC – Ernani Zottis, o vice-presidente Marcio Fortes e o Diretor Francis Post participaram da Sessão da Câmara ontem (27). Apresentaram a proposta que a entidade possui para colaborar com o desenvolvimento do setor de base tecnológica de Chapecó. O DEATEC nasceu na ACIC, na base tecnológica, em 2005, diante da necessidade de uma associação que extrapolasse o município de Chapecó e de uma figura jurídica, com objetivo de fortalecer as empresas do setor, gerando trabalho e renda.
Atualmente são 40 empresas associadas, desde São Miguel do Oeste a Xanxerê, mas Chapecó concentra o maior número. Diretamente são empregadas 700 pessoas, o que equivale ao número de funcionários do shopping. O faturamento do setor é de R$30 milhões anuais. “São todas empresas pequenas, com exceção de uma”, destaca o presidente Ernani Zottis. A média salarial na área é de R$ 2.500,00 em face de mão de obra qualificada e jovem.
O DEATEC está focado em duas ações este ano, sem se descuidar de outras áreas. Um é sobre a Lei de Inovação Chapecó e o outro sobre o Parque Tecnológico Empresarial. Segundo Zottis estes dois temas são sonhos dos empresários da região quer permitirá competição justa e igual com outras regiões que possuem seus parques tecnológicos. “A Lei e o Parque é um sonho que está começando a se tornar realidade”, destacou. Florianópolis, que tem seu Parque, tem o seu maior faturamento sobre as empresas de tecnologia. A Lei de Inovação de Chapecó tem base na da capital do Estado, adaptando-se alguns pontos a realidade local. “Maneira mais fácil de mudar uma cidade é investir em tecnologia da informação e da comunicação”, observou Francis Post.
Para Ernani Zottis é necessário que as empresas do ramo de Chapecó tenham condições de competir também em outras regiões e esse Parque Tecnológico tem capacidade de facilitar o crescimento e a competição. A formatação de uma Lei local também é importante. “Queremos o nosso espaço para atuar e por isso buscamos o apoio de vocês (vereadores)” disse o presidente do DEATEC.
O Condominio Tecnológico vai reunir diversas empresas de pequeno porte, em local apropriado que dê condições para o desenvolvimento de tecnologias e com estrutura adequada de comunicação. Objetivo é que as universidades também estejam próximas. Um fundo, rateado entre as empresas, possibilitou a formatação de um projeto do Parque Tecnológico de Chapecó, o que permite uma visualização das futuras instalações.
Marcio Sander destacou o grande potencial que Chapecó tem para desenvolver-se no segmento de tecnologia. Relembrou prêmios que empresas locais tem recebido nesta área e que pelo menos 45 delas se destacam até em nível nacional. “Isso em função da capacidade, da organização e sintonia na geração de emprego e renda”, disse.
Para ele são muitas pessoas pensando num mesmo sentido e com capacidade para atrair outras empresas da atividade tecnológica para o município, dando oportunidade de trabalho e renda para quem está saindo da universidade. “É justo e necessário que o Legislativo e demais entidades apoiem essa causa”, concluiu.



