CVV de Chapecó visita Câmara Municipal em ação do Setembro Amarelo
A visita atendeu ao Requerimento nº 195/2025, de autoria da vereadora Elisiani Sanches (PSD), e teve como objetivo conscientizar parlamentares e a comunidade sobre a prevenção do suicídio, tema central da campanha Setembro Amarelo.
PUBLICADO EM 25/09/2025 - 17:40

Nesta quinta-feira (25), representantes do CVV (Centro de Valorização da Vida de Chapecó) participaram da sessão ordinária da Câmara Municipal, apresentando informações sobre o funcionamento do serviço, ações realizadas e atendimento à população. A visita atendeu ao Requerimento nº 195/2025, de autoria da vereadora Elisiani Sanches (PSD), e teve como objetivo conscientizar parlamentares e a comunidade sobre a prevenção do suicídio, tema central da campanha Setembro Amarelo.

A motivação da visita

Para
dar início à visita e contextualizar a importância da iniciativa, a vereadora Elisiani Sanches explicou os motivos que a levaram a propor a visita. “É fundamental que as pessoas conheçam de perto o trabalho do CVV, especialmente em um mês dedicado à prevenção do suicídio. Informações e diálogo são ferramentas eficazes para salvar vidas”, afirmou a vereadora Elisiani Sanches, autora do requerimento.

O CVV e seu trabalho em Chapecó

O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em São Paulo em 1962, que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária, gratuita, sigilosa e anônima. A instituição realiza atendimentos pelo telefone 188 (24 horas e sem custo de ligação), chat, e-mail e presencialmente.
No país, o CVV realiza mais de 2,7 milhões de atendimentos anuais por aproximadamente 3.300 voluntários.

Em Chapecó, o CVV é mantido pelo Núcleo de Apoio à Vida, e atua promovendo escuta qualificada, orientação emocional e ações de prevenção do suicídio na comunidade.

Detalhes do trabalho do CVV

Durante a sessão, as representantes do CVV apresentaram à Câmara como a instituição atua na prevenção do suicídio e na promoção do apoio emocional, detalhando as ações desenvolvidas em Chapecó e a relevância do voluntariado para a continuidade do serviço. Lucila Menerghetti, presidente do Núcleo de Apoio à Vida de Chapecó, explicou a missão central da instituição. “
Nosso objetivo é mostrar que há sempre alguém disponível para ouvir, acolher e orientar. A prevenção do suicídio é possível quando a sociedade tem informação e apoio emocional adequado”, informou.

Cleonice Marcolan, coordenadora do CVV, detalhou as atividades realizadas localmente e como elas beneficiam a comunidade. “
Aqui em Chapecó, temos atividades abertas à comunidade, rodas de conversa e atendimento individual. Nosso foco é o acolhimento, sempre com sigilo e sem julgamentos, garantindo um espaço seguro para quem precisa de ajuda”.

Por fim, Marília Tozzo, voluntária do CVV, destacou a experiência de ser voluntário e o incentivo à participação de novos colaboradores. “
Ser voluntário é também um aprendizado sobre humanidade e empatia. Cada conversa é uma oportunidade de oferecer cuidado emocional, e nós incentivamos qualquer pessoa maior de 18 anos a se engajar nessa causa”, complementou.

Setembro Amarelo: prevenção do suicídio

Segundo dados do Ministério da Saúde (2021), o Brasil registra 15.507 suicídios por ano, média de 42 mortes por dia. Para cada suicídio consumado, estima-se que 25 pessoas tentem
tirar a própria vida. A Organização Mundial da Saúde aponta que mais de 700 mil pessoas morrem por ano por suicídio em todo o mundo. Entre jovens de 15 a 29 anos, é a quarta causa de morte mais recorrente. “A visita do CVV à Câmara é uma oportunidade de ampliar a conscientização sobre um problema de saúde pública que pode ser prevenido. É fundamental que parlamentares e a comunidade conheçam o trabalho da instituição e possam apoiar iniciativas que salvam vidas”, reforçou vereadora Elisiani.

Apoio à causa e engajamento da sociedade

Além dos atendimentos individuais, o CVV realiza palestras, cursos, rodas de conversa e eventos educativos, estimulando a reflexão sobre saúde mental e autoconhecimento. A instituição também mantém o Hospital Francisca Júlia, em São José dos Campos (SP), que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química.

O CVV sobrevive principalmente de doações de voluntários, empresas e entidades parceiras, não recebendo financiamento público ou privado fixo. O apoio da sociedade é fundamental para a manutenção da linha gratuita 188 e de outras ações de prevenção e acolhimento. “
Toda forma de apoio é bem-vinda, seja doando, participando de campanhas solidárias ou divulgando nosso trabalho. Cada ação ajuda a manter o serviço disponível para quem mais precisa”, finalizou Lucila Menerghetti.

Para conhecer mais sobre o CVV e suas formas de contribuição, acesse o site oficial: www.cvv.org.br.