Participaram de sessão da Câmara nesta quarta-feira presentantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência – COMDE – criado pela Lei 4878/2005, sancionada pelo então Prefeito João Rodrigues. É órgão permanente, de composição paritária, de caráter deliberativo, consultivo, propositivo e fiscalizador da política municipal da pessoa com deficiência. Compete ao COMDE deliberar sobre a Policia Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência com base nas constituições Federal e Estadual. É composto de 24 membros, sendo12 conselheiros governamentais titulares com os respectivos suplentes, e representantes de órgãos e entidades governamentais.
O Vereador Jaques de Toledo foi autor do requerimento solicitando a presença de membros do COMDE no Legislativo. Presentes o Presidente Luciano Michels, o Diretor Albano Ivo Bach e a intérprete Sônia Gabriela Fiore. Michels, que tem deficiência visual parcial, relatou algumas situações que vivem pessoas com deficiência. Para ele é necessário criar em Chapecó um plano de politicas publicas em defesa destas pessoas. Cobra acessibilidade em todos os sentidos e entende que até mães com crianças em carrinhos tem problemas para acessar empresas e órgãos públicos. Luciano Michels observa que todos, em algum momento, terão uma deficiência. “Precisamos fazer algo para manter a nossa autonomia”, disse. Propôs a realização de eventos voltados a estas pessoas o no lado esportivo o Campeonato Brasileiro de Xadrez para cegos é um evento possível em Chapecó. Defendeu lei específica para as mulheres deficientes, as mais vulneráveis.
O Vereador João Maria Marques Rosa observou que é necessário, para entender a deficiência, se colocar no lugar das pessoas nessa situação. Lamenta que o Brasil faz pouco para facilitar a vida destes. Revelou sonho de uma Secretaria para atender todas as formas de deficiência num lugar apenas. Márcio Correa, vereador-cadeirante, relatou dificuldades para garantir qualidade de vida melhor a pessoas com deficiência. “Passamos constrangimentos rotineiros por falta de acessibilidade”, disse. “Não queremos nada mais que respeito”, concluiu. Também se pronunciaram os vereadores Cleber Ceccon e Mario Tomasi.



