A Comissão Especial de Gestão de Águas, criada em junho deste ano, na Câmara de Vereadores de Chapecó, concluiu esta semana o seu relatório final. A comissão foi formada pelos vereadores: Itamar Agnoletto (presidente); Marcio Sander (vice-presidente) e Neuri Mantelli (relator). A intenção foi de fiscalizar os contratos firmados entre Casan e Prefeitura de Chapecó e consequentemente, os serviços de captação, tratamento e distribuição de água. O relatório final foi entregue esta semana ao presidente do legislativo, Ildo Antonini.
O trabalho da comissão foi de acompanhar os serviços prestados pela Casan e as obrigações contratuais com o Executivo Municipal. Para isso, os vereadores realizaram reuniões com representantes da companhia e encontros com moradores de localidades com maiores problemas de abastecimento de água.
O relatório final, aponta vários serviços emergenciais necessários para normalizar o abastecimento na cidade. Um deles, trata do desassoreamento do Lajeado São José. “Nas condições atuais, o local tem capacidade para atender uma população estimada em 100 mil pessoas. Chapecó já ultrapassa 220 mil habitantes. O desassoreamento precisa ser feito de forma imediata”, explica o vereador Itamar Agnoletto.
Outra opção apontada no relatório, seria a construção de novas adutoras nos bairros Paraíso, Boa Vista, Zanrosso e Tiago. Além disso, novos reservatórios com grande capacidade para suprir essa deficiência nas adutoras. “Locais altos, bairros novos, sendo abastecidos com a mesma rede de 50 anos atrás, apenas sendo estendida, é óbvio que vai faltar água”, opina o vereador Marcio Sander.
No texto do documento, os vereadores também esperam que a captação de água do Rio Chapecozinho se torne realidade, mas aponta que o Município se mostrou incapaz em mobilizar recursos para fomentar as obras. “Tivemos deficiência no que se diz respeito em incluir as obras de melhorias em orçamento da União, por exemplo”, detalha o vereador Neuri Mantelli.
O relatório conclui, que os trabalhos se encerram nesta legislatura, mas que é primordial a continuidade da fiscalização da água em Chapecó, nos próximos anos. “Os vereadores que assumirão a partir de 2021, precisam prosseguir com a comissão e estarem atentos aos problemas de distribuição de água no município. Essa questão necessita ser resolvida imediatamente”, finaliza Agnoletto.



