Chapecó tem mais foragidos que presos, acusa vereador
Chapecó tem mais foragidos que presos, acusa vereador
PUBLICADO EM 06/02/2013 - 00:00

Preocupado com a violência em Chapecó nos últimos dias, tendo como protagonistas possíveis criminosos em face de repressão, o Vereador Luiz Agne vai propor esta semana Moção de Apelo endereçada a Secretaria de Segurança Pública do Estado, responsável entre outros pela administração de presídios e penitenciárias. Ele quer a transferência de presos perigosos e que estes em Chapecó sejam separados dos demais. Para ele pessoas que cumprem detenção por pequenos delitos não devem ocupar o mesmo local de bandidos perigosos. Agne entende que a transferência pode ser alternativa, como ocorreu no Rio Grande do Sul.

Marcilei Vignatti identificou pelo menos duas situações que contribuem para a intranquilidade dos catarinenses com esta onda de ataques: os direitos dos presos não estão sendo respeitados e o Estado não tem qualquer controle sobre a segurança. Para ela a transferência não resolverá o problema e denunciou que em face da Operação Veraneio Chapecó, em determinado dia, tinha apenas 12 policiais trabalhando. “Estamos em situação de vulnerabilidade”, disse.

Cleiton Fossá disse desconhecer os investimentos o Estado em segurança. “Se é que eles existem”, questionou. Segundo ele é necessário investimento em pessoas e não apenas em equipamentos. O Vereador disse que vai levantar informações nos próximos dias de que existem mais criminosos foragidos que presos em Chapecó.

Arestide Fidélis disse estar preocupado com quem trabalha em segurança com a população que trabalha a noite e madrugada. “Eles não tem nada a ver e acabam pagando a conta”, disse. Defendeu o município que esta fazendo sua parte e que tem investido muito em segurança. “Segurança é dever do Estado”, encerrou. Adão Teodoro corroborou e destacou o bom trabalho da Guarda Municipal, que desde o inicio do mês atua armada. Luiz Agne criticou a Presidente Dilma Rouseff que vetou o uso de arma pela policia penal.

Marcio Sander disse que existe uma inversão de valores e defendeu a redução da idade penal. Para ele é preciso que todos tomem posição e necessário mudar a atual legislação para que a violência diminua no país. Disse que o cidadão de bem tem dificuldades para obter porte de arma enquanto o bandido facilidade para adquirir uma arma. Criticou os direitos humanos que não observam a situação das vítimas e que o cidadão de bem, o trabalhador, é quem deve receber respeito e não o bandido. DR. João cobrou mais ação do governo do Estado em relação aos ataques. “Se sabem quem mandou é preciso punir e não tenho visto prisões. O Brasil vive na insegurança”, disse. Criticou excesso de gastos com a Copa do Mundo e a falta de recursos para outros investimentos.

Itamar Agnoletto, agente pressional por profissão disse que existem motivos de sobra para a classe estar acuada, porque não se tem respostas da Secretaria de Justiça. Disse que os acontecimentos se dão por incompetência de quem comanda a Secretaria de Justiça, do DIAP e a Secretária Ada de Lucca. Destacou que as ações realizadas não surtiram efeito e o Estado fez acordo que não foi cumprido.