A Decorare 2022, que aconteceu no período de 20 de abril a 03 de julho em Chapecó, foi tema de assunto durante sessão ordinária desta sexta-feira (08), no Poder Legislativo de Chapecó. Além de apresentar os resultados da Mostra de arquitetura, decoração, design, paisagismo e engenharia, foram prestados esclarecimentos sobre uma obra que causou polêmica, principalmente na comunidade católica. A visita atendeu requerimento de autoria do vereador Neuri Mantelli (PL).
O diretor da Decorare, Thiago Freitas, disse que a mostra teve investimentos de R$ 15 milhões, reuniu 60 profissionais em 40 ambientes, 450 fornecedores e recebeu 10 mil visitantes.
Thiago Freitas também falou sobre um quadro que rendeu algumas reclamações de visitantes da mostra. Os vereadores questionaram o diretor da Decorare, sobre o motivo que algumas imagens com cunho sexual faziam parte da obra. “A nossa falha foi não ter instalado uma placa indicativa com classificação de faixa etária. E por orientação do Conselho Tutelar, a obra foi retirada da mostra”, comentou.
O diretor da mostra ainda justificou que a obra foi produzida a partir da manipulação digital de imagens, usando como base as esculturas de Michelangelo de Pietà. “O autor da obra explica que o quadro é uma crítica aos pecados do homem que acham que Nossa Senhora não está vendo seus pecados e, por isso, ela aparece vendada. Além disso, o artista diz que a sociedade age sem pensar na espiritualidade pensando apenas no prazer carnal”, relatou Freitas.
Os vereadores agradeceram os esclarecimentos e elogiaram a Decorare, que é uma mostra tradicional, criada em 1999 em Chapecó. “As críticas feitas em plenário, foram de forma pontual, sobre apenas um ambiente da mostra”, lembrou o vereador Valdemir Stobe (PTB).



