Câmara discute segurança em jogos do Brasileirão na Arena Condá
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PUBLICADO EM 04/02/2014 - 20:31

O Vice-presidente da Comissão de Segurança da Câmara de Vereadores, Mário Tomasi, reuniu autoridades ligadas a Promotoria Pública, Policias Militar e Civil, Justiça, Bombeiros, entidades de classe, representantes de torcidas organizadas e diretores da Chapecoense para uma reunião de trabalho, realizada nesta terça-feira. Objetivo foi debater plano de ação para evitar distúrbios na Arena Condá durante os jogos do Campeonato Brasileiro. Ele propôs ainda uma Comissão de Segurança para os jogos na Arena Condá. Presentes também os vereadores Itamar Agnoletto e Valmor Scolari.

Gilson Vivian, da diretoria da Chapecoense destacou que essa preocupação já existe e o clube tem buscado informações a respeito de torcidas problemáticas e de situações adversas provocadas por torcedores que podem prejudicar a participação do time no Campeonato Brasileiro. “Queremos proteger vidas, patrimônio público e privado e o bom nome da nossa cidade”, reforçou Mario Tomasi.

A PM quer maior interação com as torcidas organizadas e ampliar o cadastro existente dos seus integrantes para identificar cada um dos seus membros, revelou o Major Siqueira. Só uma organizada tem autorização de acesso a Arena em Chapecó. A PM vai reforçar o efetivo no estádio com dois oficiais e mais policiais e fará a segurança no lado externo e interno do Estádio. Cavalaria e Canil vão participar da segurança que iniciará com revista das torcidas visitantes ao chegar na cidade. Na Arena a torcida de fora será isolada para evitar confronto. Videomonitoramento vai auxiliar na vigilância interna. A PM ainda apontou uma série de situações que podem ser melhoradas, como o estacionamento nas proximidade que tem sido problemático até agora.

A Policia Civil tem planejamento diferenciado para a Séria A com estratégias definidas para determinadas partidas, informa o delegado Moretto. O Secretário de Defesa do Cidadão, Sérgio Wallner destacou que a Guarda Municipal dará apoio às forças durante os jogos.

O Promotor Max Zuffo destacou que o Ministério Público trabalha sob as óticas de prevenção e repressão e tem exigido laudos de engenharia para detectar problemas estruturais, se eles existirem. Alertou que o MP pode representar contra as torcidas organizadas, quando ocorrerem problemas de violência, invasão e outras situações, e elas podem ser impedidas e entrar no estádio. A Justiça Presente deve sofrer alterações evolutivas na sua forma de atuação.

No final, segundo Mario Tomasi, foi definida uma Comissão de Segurança dos Jogos na Arena Condá, composta por representantes das entidades participantes da Reunião de Trabalho.

Essa semana termina o trabalho de fundações na Arena e após inicia a instalação das estruturas pré-moldadas. Os trabalhos estão dentro do cronograma previsto e as novas alas serão entregues em abril.