Bispo fala sobre Campanha da Fraternidade aos vereadores
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PUBLICADO EM 13/02/2014 - 18:42

O Bispo Dom Manuel João Francisco fez lançamento da Campanha da Fraternidade 2014 na Câmara de Vereadores ontem (13), em visita que atendeu requerimento do Vereador Cléber Ceccon. O Parlamentar justificou a presença do religioso à Casa, além da Campanha, a necessidade de debater o tema já que o Brasil tem milhares de pessoas todos os anos vítimas do tráfico, principalmente mulheres. Cléber Ceccon convocou igreja e entidades para atuar no sentido de projetos que contribuam para que essa realidade seja mudada.

O Bispo destacou a necessidade de reivindicar aos poderes constituídos, políticas para por fim e essa realidade obscura e presente do tráfico humano. Destacou que o trafico de pessoas está num contesto maior, da mobilidade humana. Nela está a migração em busca de outros horizontes e os migrantes exploradas por coiotes e sujeitos a outros problemas, como exploração do trabalho e afastamento dos familiares. O turismo sexual é sério e existe preocupação do Bispo em relação a Copa do Mundo, e embora não seja tráfico, é degradante ao ser humano. Criticou boicote a médicas cubanas, como ocorrido em Xanxerê, e pediu observação maior sobre tratamento a estrangeiros legais no país, como os haitianos que só Chapecó somam mais de mil e enfrentam dificuldades desde a chegada ao Brasil.

Presentes também na Sessão o Padre Igor Damo, Pároco da Catedral Santo Antônio, Liege Santin, Secretária da Diocese e Maria Luiza Mello, colaboradora da Mitra Diocesana.

Tema: Fraternidade e Tráfico Humano

Lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)

O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.

Objetivos específicos:

  • Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos sofridos por esta exploração;

  • Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vitimas dessas práticas;

  • Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador desta realidade aviltante da pessoa humana;

  • Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano;

  • Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania dos atingidos;

  • Reivindicar, aos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar, eclesial e social;