O Bispo Dom Manuel João Francisco fez lançamento da Campanha da Fraternidade 2014 na Câmara de Vereadores ontem (13), em visita que atendeu requerimento do Vereador Cléber Ceccon. O Parlamentar justificou a presença do religioso à Casa, além da Campanha, a necessidade de debater o tema já que o Brasil tem milhares de pessoas todos os anos vítimas do tráfico, principalmente mulheres. Cléber Ceccon convocou igreja e entidades para atuar no sentido de projetos que contribuam para que essa realidade seja mudada.
O Bispo destacou a necessidade de reivindicar aos poderes constituídos, políticas para por fim e essa realidade obscura e presente do tráfico humano. Destacou que o trafico de pessoas está num contesto maior, da mobilidade humana. Nela está a migração em busca de outros horizontes e os migrantes exploradas por coiotes e sujeitos a outros problemas, como exploração do trabalho e afastamento dos familiares. O turismo sexual é sério e existe preocupação do Bispo em relação a Copa do Mundo, e embora não seja tráfico, é degradante ao ser humano. Criticou boicote a médicas cubanas, como ocorrido em Xanxerê, e pediu observação maior sobre tratamento a estrangeiros legais no país, como os haitianos que só Chapecó somam mais de mil e enfrentam dificuldades desde a chegada ao Brasil.
Presentes também na Sessão o Padre Igor Damo, Pároco da Catedral Santo Antônio, Liege Santin, Secretária da Diocese e Maria Luiza Mello, colaboradora da Mitra Diocesana.
Tema: Fraternidade e Tráfico Humano
Lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)
O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.
Objetivos específicos:
Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos sofridos por esta exploração;
Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vitimas dessas práticas;
Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador desta realidade aviltante da pessoa humana;
Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano;
Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania dos atingidos;
Reivindicar, aos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar, eclesial e social;



