O Vereador Itamar Agnoletto lamentou a informação que recebeu ontem de que Chapecó irá receber em breve mais 600 detentos do regime fechado e outros 200 no semi-aberto. É uma população presidiária que nenhum município do Estado aceitou e que terá como destino Chapecó se não houver uma mobilização de todos os segmentos da sociedade. “Precisamos nos mobilizar, caso contrário teremos 2.500 presos, muitos de alta periculosidade para abrigar”, disse.
Itamar Agnoletto que é agente prisional há quase 30 anos vem há tempos denunciando que o Governo do Estado irá aumentar a população carceraria em Chapecó em mais 800 pessoas. Ontem o Secretário de Desenvolvimento Regional Eldimar Jagnow confirmou que existe o projeto de ampliação da penitenciária de Chapecó e que o processo de construção está em fase de licitação para escolha da empresa construtora.
Segundo o parlamentar, cidades como São Lourenço do Oeste, Mafra, Rio do Sul e outras em todas as regiões do Estado se recusaram a sediar presidio para essa população e Chapecó tem que se mobilizar contra essa decisão de governo. Ele emenda que além dos presos virão seus familiares e outros parentes, o que vai aumentar a pressão sobre o sistema de saúde, de educação, moradia e outros serviços que vão acarretar mais despesas para o município. “Sem contar que a pressão dentro dos presídios vai aumentar muito”, antecipa.
Nesse sentido, enquanto é tempo, ele convoca todas as entidades, em especial a ACIC, SICOM, CDL, Prefeitura e demais existente na cidade para que digam não a ampliação do presídio e da capacidade para receber mais presos. Itamar Agnoletto aponta que a situação carcerária em Chapecó já é complicada e vai se agravar se isso ocorrer.



